Regulamentação mais rigorosa para o setor
A Câmara Municipal de São Paulo deu um passo decisivo na regulamentação do mercado de apostas esportivas. Em votação realizada na última quarta-feira (23), a proposta que proíbe publicidade de bets em eventos esportivos foi aprovada em primeiro turno. A iniciativa busca limitar a exposição agressiva dessas marcas em competições profissionais e amadoras, tanto em espaços públicos quanto privados.
Alcance da proibição e penalidades
O texto aprovado não se restringe apenas aos estádios ou arenas. Ele abrange também a divulgação em transporte coletivo e locais administrados pelo município. Para garantir a eficácia da norma, a lei prevê multas pesadas, começando por R$ 50 mil por infração, além de outras sanções em caso de reincidência. As empresas terão um prazo de 90 dias para se adequar às novas regras após a sanção final do prefeito Ricardo Nunes.
Proteção social vs. Liberdade de mercado
Os defensores do projeto argumentam que a medida é essencial para proteger crianças, adolescentes e jovens atletas da influência financeira das casas de aposta. A proposta determina, inclusive, a criação de campanhas educativas sobre os riscos associados ao jogo. No entanto, a Associação Nacional de Jogos e Loterias contesta a lógica, alertando que a restrição pode dificultar a identificação de operadores legais e empurrar consumidores para plataformas clandestinas.
O que isso significa para as marcas
Para o ecossistema de marketing, este movimento sinaliza uma mudança de paradigma. O espaço publicitário tradicional no esporte, historicamente dominado por bets, está sendo reconfigurado. Marcas que dependiam desse canal precisarão repensar suas estratégias de ativação, enquanto as próprias operadoras deverão focar em canais digitais diretos, fora do contexto esportivo presencial. A pressão regulatória tende a aumentar em outras capitais, seguindo o exemplo paulistano.




