Subvertendo o pavor clássico

A Baygon, marca pertencente à SC Johnson, lançou nesta temporada uma comunicação ousada que desafia a lógica convencional do setor. Em vez de exibir consumidores aterrorizados pela presença de pragas urbanas, a campanha "Baygon Defense Halloween" coloca as próprias baratas no centro do medo. Criada pela agência Ogilvy Brasil, a ação propõe que, neste Halloween, até os insetos sintam receio.

O curta musical como ferramenta narrativa

O carro-chefe da iniciativa é um curta-metragem musical produzido pela ECHO Filmes, sob direção de Amanda Talli. A peça reinterpreta a canção infantil "A Baratinha", transformando-a em um cenário de suspense onde o produto atua como o elemento desencadeador do susto. Essa inversão de papéis permite que a marca se posicione como a solução definitiva, sem recorrer a apelos de venda agressivos ou imagens repulsivas tradicionais.

Fugindo da sazonalidade de vendas

Esta escolha estratégica responde a uma necessidade clara do mercado de controle de pragas: historicamente, os investimentos em inseticidas concentram-se nos períodos de calor e alta umidade. Ao adotar o Halloween, a Baygon ocupa uma janela cultural distinta, aproveitando o repertório global de medo e monstros para manter o engajamento da marca ativo mesmo fora do pico natural de consumo da categoria.

Integração entre mídia e influenciadores

Para ampliar o alcance, a ação conta com suporte da Almap/BBDO na gestão de mídia e inclui ativações com criadores de conteúdo e peças out-of-home. O objetivo não é apenas gerar visibilidade pontual, mas consolidar a percepção de que a Baygon é a autoridade absoluta no combate a insetos, utilizando humor e criatividade para se conectar com o público jovem e geek.